Sensor pick-up magnético e sensores de rotação: como funcionam e qual usar

Sensor pick-up magnético monitorando a rotação do eixo de um motor de grande porte

Atualizado em 19 de outubro de 2026

O sensor pick-up magnético é um sensor de rotação passivo: uma bobina com ímã que gera um pulso de tensão a cada dente de engrenagem ferromagnética que passa à sua frente, sem alimentação externa. A frequência desses pulsos dá a rotação (rpm) do eixo, e o sinal vai para um tacômetro, um contador ou um controlador de velocidade. Para rotação muito baixa ou para detectar posição, entram os sensores de efeito Hall e reed switch.

Pontos principais

  • O pick-up tem dois fios, não precisa de fonte e gera sinal maior quanto maior a rotação.
  • Rotação em rpm = frequência do sinal (Hz) × 60 ÷ número de dentes da engrenagem.
  • O gap entre a face do sensor e o dente define a amplitude: quanto menor, maior o sinal.
  • Efeito Hall e reed switch detectam ímã e funcionam com o eixo parado; servem para posição e fim de curso.
  • Por responder ao campo magnético, o sensor trabalha bem com óleo, graxa e sujeira.

A Tecnotron, que fabrica sensores reed switch e de efeito Hall desde 1988, tem linhas de pick-up e de sensores magnéticos para motores, turbinas e engrenagens industriais, e a Prodihl é distribuidora autorizada da marca.

O que é e como funciona o sensor pick-up magnético

O sensor pick-up magnético funciona por indução: quando um dente ferromagnético passa diante da sua face, o campo do ímã interno varia e induz uma tensão alternada na bobina. Cada dente gera um ciclo do sinal. Por ser um transdutor passivo, o pick-up não precisa de alimentação externa: a própria passagem dos dentes gera a tensão de saída.

A amplitude cresce com a velocidade e com a profundidade dos dentes. No sensor magnético pick-up Tecnotron, a saída vai de 3 a 40 VPP (volts pico a pico) a 1.000 rpm, conforme o modelo. O corpo é tubular, de latão niquelado, com roscas de M8 a M18 ou 5/8" UNF, dois fios e conexão por cabo de 2 a 5 m, fast-on ou conector.

Como responde só à variação do campo magnético, o pick-up "enxerga" através de óleo, graxa e sujeira, onde um sensor óptico falharia por causa da lente suja.

Como calcular a rotação pelo sinal do pick-up

A rotação sai direto da frequência do sinal: rpm = frequência (Hz) × 60 ÷ número de dentes da engrenagem. Uma engrenagem de 60 dentes facilita a leitura, porque a frequência em hertz fica igual à rotação em rpm. Com 120 dentes a 1.800 rpm, o sinal tem 3.600 Hz.

Por isso, ao configurar o tacômetro ou o controlador de velocidade, informe o número de dentes da engrenagem lida. É a primeira coisa a conferir quando a leitura de rpm sai o dobro ou a metade da real.

Onde fica e onde é usado o sensor pick-up

O sensor pick-up fica rosqueado numa carcaça ou num suporte, de frente para uma engrenagem, uma roda dentada ou um eixo com rasgos. Em grupos geradores, a posição típica é na carcaça do volante do motor, lendo os dentes da cremalheira; o sinal vai para o controlador de velocidade e para o painel do gerador.

Entre as aplicações dos pick-ups Tecnotron estão o controle de rotação em geradores e turbinas, tacômetros de motores industriais, contadores de pulsos, velocímetros de veículos industriais e agrícolas, controladores de velocidade em transportadores e laminadoras e o sincronismo entre eixos.

Como instalar e ajustar o gap

O gap é a distância entre a face do sensor e o topo do dente, e é ele que define a amplitude do sinal: quanto menor, maior a tensão. O sensor deve ficar o mais perto possível da engrenagem sem risco de tocá-la, considerando a folga do eixo.

Uma prática comum em motores e geradores é girar o eixo até um dente ficar centralizado no furo, rosquear o sensor com a máquina parada até encostar de leve no dente, recuar uma fração de volta e travar com a porca. A distância exata vem do manual do equipamento ou do instrumento que recebe o sinal.

  • Alvo: precisa ser ferromagnético, como aço ou ferro; alumínio e latão não geram sinal.
  • Dente: compatível com o diâmetro da face do sensor; dente muito pequeno para a face gera sinal fraco.
  • Cabo: blindado, longe de cabos de potência, com a malha ligada conforme o manual do instrumento.
  • Rotação mínima: em rotação muito baixa, o pick-up passivo gera pouca tensão; nesses casos, um sensor ativo, de efeito Hall ou indutivo, costuma ser mais indicado.

Como testar um sensor pick-up

Para testar um sensor pick-up, meça primeiro a bobina e depois o sinal. Com o sensor desligado do circuito, meça a resistência entre os dois fios com um multímetro: circuito aberto indica bobina rompida. Depois, com a engrenagem girando, meça a tensão alternada nos fios ou veja o sinal num osciloscópio; a amplitude deve crescer com a rotação.

Sinal fraco com a bobina em ordem costuma indicar gap grande, rotação baixa demais ou face danificada por contato com a engrenagem.

Pick-up, efeito Hall ou reed switch: qual usar

Use o pick-up para medir rpm de engrenagens em rotação média e alta; o efeito Hall para velocidade e posição até com o eixo parado; e o reed switch para fim de curso e intertravamentos simples. O sensor reed switch e efeito Hall Tecnotron tem mais de 76 modelos, tubulares de Ø 4 mm a M30 e não tubulares, com saída NPN, PNP ou contato, nas funções NA (normalmente aberto), NF (normalmente fechado) ou reversível.

SensorComo funcionaQuando usar
Pick-up magnéticoBobina e ímã, passivo, 2 fios, sem fonte; tensão alternada que cresce com a rotaçãoRpm de motores, turbinas, geradores e engrenagens; não lê eixo parado
Efeito HallChip eletrônico que detecta ímã; precisa de fonte; saída NPN ou PNPPosição, velocidade e contagem em alta frequência, até com eixo parado
Reed switchContatos selados em vidro que fecham com ímã; Vcc ou VcaFim de curso de cilindros e portas; contato NA ou NF
IndutivoDetecta metal sem ímã; precisa de fonte; saída NPN ou PNPContar dentes de aço em baixa rotação

O efeito Hall não tem partes móveis, o que dá vida útil muito longa e resposta mais rápida; o reed switch se destaca pela simplicidade, pelo baixo consumo e por funcionar também em corrente alternada. Para usá-los na contagem, veja como contar os ciclos de um cilindro pneumático.

Para contar dentes de engrenagem em baixa rotação, o sensor indutivo, que detecta metal sem ímã e entrega saída PNP ou NPN, é outra alternativa ao pick-up; os modelos estão na categoria de sensores indutivos. Se a máquina precisa também do sentido de rotação ou da posição angular do eixo, o caminho é um encoder rotativo (compare os métodos em sensor de rotação).

Sensor magnético de segurança e NR-12

Na segurança de máquinas, o sensor magnético monitora portas e proteções móveis. O sensor magnético de segurança Tecnotron é codificado (só atua com o atuador do próprio conjunto) e tem dois contatos NF; ligado a um relé de segurança compatível, atende sistemas até a categoria 4 da ABNT NBR 14153.

A conformidade com a NR-12 depende do sistema inteiro: análise de risco, relé e instalação. Veja o artigo sobre sensores magnéticos de segurança e NR-12.

O que informar para cotar um sensor Tecnotron

Para cotar um pick-up, informe a rosca, o tipo e o tamanho do dente (ou o módulo da engrenagem), o gap disponível, as rotações mínima e máxima, o tipo de conexão e o instrumento que vai receber o sinal. Para um sensor Hall ou reed switch, informe o formato, a saída (NPN, PNP ou contato), a função NA ou NF, a alimentação e a conexão.

Se for reposição, a foto do sensor e da etiqueta, com a rosca à mostra, ajuda a equipe técnica a identificar o modelo. Veja a linha completa na página de sensores magnéticos. Para cotar, fale com a Prodihl pelo WhatsApp ou peça pelo formulário de contato.

Perguntas frequentes

Sensor pick-up precisa de alimentação?

Não. O pick-up magnético Tecnotron é um transdutor passivo: a passagem dos dentes da engrenagem gera a tensão de saída. Por isso ele tem só dois fios e funciona sem fonte externa.

Qual a diferença entre sensor pick-up e sensor Hall?

O pick-up é passivo: gera tensão quando um dente ferromagnético passa, e o sinal cresce com a rotação. O sensor Hall é eletrônico, precisa de alimentação e entrega um sinal digital (NPN ou PNP) de amplitude constante, mesmo com o eixo quase parado.

Como ligar um sensor pick-up?

O pick-up tem dois fios e vai direto à entrada do tacômetro, do contador ou do controlador de velocidade preparada para sinal de pick-up magnético. Use cabo blindado, passe-o longe de cabos de potência e ligue a malha conforme o manual do instrumento. Como é passivo, não precisa de fonte.

Por que o sensor pick-up não dá sinal em baixa rotação?

Porque a tensão gerada depende da velocidade com que os dentes passam: com o eixo lento, a variação do campo é pequena e o sinal pode ficar abaixo do que o instrumento lê. Reduzir o gap ajuda até certo ponto. Para rotação muito baixa ou eixo parado, use um sensor ativo, de efeito Hall ou indutivo.

Qual a diferença entre sensor pick-up e encoder?

O pick-up mede só a velocidade, lendo os dentes de uma engrenagem que já existe na máquina. O encoder rotativo é montado no eixo e informa, além da velocidade, o sentido de rotação e a posição. Para controlar rpm, o pick-up basta; para posicionar, é preciso um encoder.

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